Desde Porto Rico, o líder do Centro do Reino de Paz e Justiça analisou o conflito iniciado em 7 de outubro e questionou o tratamento internacional do cenário bélico.
Cayey, Porto Rico – 7 de outubro de 2025
No início de uma nova escalada no Oriente Médio após os ataques lançados a partir da Faixa de Gaza, o Dr. José Benjamín Pérez Matos desenvolveu uma análise centrada na dimensão política e comunicacional do conflito, com foco na forma como as narrativas são construídas em nível internacional.
Durante sua intervenção, o presidente do Centro do Reino de Paz e Justiça afirmou que o cenário atual não pode ser compreendido apenas a partir da lógica militar, mas deve também ser analisado como uma disputa pelo controle do relato global. Nesse sentido, alertou para uma tendência recorrente em organismos internacionais e meios de comunicação, consistente em modificar a percepção dos fatos à medida que o conflito evolui.
O Dr. José Benjamín Pérez Matos Matos apontou que, após o ataque inicial atribuído a milícias do Hamas — que incluiu ofensivas coordenadas por terra e ar —, começa a se instalar uma abordagem que poderia alterar a interpretação das responsabilidades. Nesse contexto, afirmou: “De última hora vão colocar a culpa de que Israel é um abusador, quando os que começaram a guerra foram os do Hamas”.
Segundo sua análise, essa dinâmica não é nova, mas responde a padrões políticos mais amplos que tendem a redefinir o papel dos atores em situações de alta tensão. Nessa perspectiva, Israel, inicialmente identificado como o país atacado, corre o risco de ser apresentado como responsável pela escalada em função da resposta militar que venha a realizar.
A proposta do Dr. José Benjamín Pérez Matos também incluiu uma leitura estrutural do conflito, na qual vinculou a pressão internacional a processos históricos de longo prazo. Nesse contexto, afirmou que Israel ocupa um lugar central no tabuleiro geopolítico e que as reações frente às suas ações costumam estar condicionadas por fatores que vão além do fato pontual do confronto.
Além disso, destacou que a intensidade dos ataques registrados —considerados entre os mais significativos dos últimos anos— contrasta com a forma como parte da comunidade internacional tende a interpretar os acontecimentos, muitas vezes sem considerar a origem das hostilidades.
A análise apresentada configura uma advertência sobre o peso da narrativa nos conflitos contemporâneos, sublinhando que a construção de percepções pode influenciar de maneira decisiva a legitimidade das ações dos Estados e a evolução das relações internacionais.