Um mundo em transição: guerras, estremecimentos e a mudança de reino

Leon

Um mundo em transição: guerras, estremecimentos e a mudança de reino

As guerras que continuam abertas, a situação do Irã e os grandes fenômenos naturais que estremecem diferentes regiões do planeta fazem parte, sob a perspectiva profética exposta pelo Dr. José Benjamín Pérez Matos, de um cenário de transição que a humanidade deve observar com atenção. Em meio a esse processo, Israel e Jerusalém ocupam um lugar central no cumprimento das profecias e na futura instauração do Reino do Messias.

O mundo atravessa uma etapa marcada simultaneamente por conflitos geopolíticos, guerras e fenômenos naturais de uma magnitude que obriga a olhar com atenção para o que está acontecendo.

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia continua; persistem as tensões e o conflito em torno do Irã; e, paralelamente, terremotos, furacões, ciclones, tempestades, tsunamis, maremotos e erupções vulcânicas parecem nos lembrar constantemente da fragilidade da ordem humana.

O Dr. José Benjamín Pérez Matos tem chamado a observar esses acontecimentos sob uma perspectiva profética, entendendo que não se trata simplesmente de fatos isolados, mas de manifestações que acompanham um processo muito maior: a mudança dos reinos gentios para o Reino do Messias.

Em relação à situação do Irã, sua declaração tem sido categórica:

«Vejam as situações do mundo, as guerras que há: a Rússia ainda está em guerra com a Ucrânia. Vejam a guerra que há com o Irã; a qual deve terminar já, de uma vez por todas, esse reino, para que possam entrar essas outras fases e etapas físicas como nação, possa entrar o próximo passo».

Segundo essa interpretação, existe uma sequência profética que deve ser cumprida. Por isso, o Dr. Pérez Matos sustenta:

«Não se pode passar aos próximos passos se não se termina esse passo de eliminar esse reino (que ainda está se debatendo ali), para que fique somente o reino dos pés de ferro e barro cozido. Isso já temos vindo falando».

Essa referência remete diretamente à imagem profética apresentada no capítulo 2 do livro de Daniel e à sucessão de reinos representada nela. Sob essa perspectiva, os acontecimentos contemporâneos não podem ser considerados somente a partir dos cálculos políticos, diplomáticos ou militares do presente: fazem parte de um processo profético cujo desenvolvimento conduz finalmente ao estabelecimento do Reino do Messias.

O chamado a Israel e aos seus dirigentes

Dentro desse cenário, Israel ocupa um lugar determinante. O Dr. José Benjamín Pérez Matos dirigiu particularmente suas palavras ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu:

«E os líderes…, tanto o de Israel: Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, deve levar a sério estas palavras, e que termine por completo de retirar esse reino da Pérsia, para que assim possam entrar essas fases e essas etapas para esta introdução do estabelecimento do Reino do Messias».

As decisões políticas podem estar acompanhadas por alianças, assessoramento internacional e cálculos estratégicos. Entretanto, sob a perspectiva apresentada pelo Dr. Pérez Matos, existe um critério superior que deve orientar essas decisões:

«E pode haver nações que lhe deem apoio e que estejam lhe dando conselhos, mas o melhor conselho que eles podem receber é o Conselho de Deus. E têm que recebê-lo sob as profecias que foram faladas. E tem que estar baseado, tudo o que fizerem, nas profecias; não no que os demais disserem. E tudo lhe irá bem! Porque tudo é um Programa que está se desenvolvendo, o qual é essa mudança de reino; e Israel tem uma parte muito importante».

Essa importância de Israel não se limita ao seu protagonismo atual no Oriente Médio. Dentro da visão profética exposta, seu território possui uma função futura fundamental, tendo Jerusalém como centro de governo:

«A parte de Israel é, vejam, o território; e dali é que se estará governando todo o planeta Terra completo e o universo completo. Galáxias, todos os planetas…, tudo vai ser governado, vejam, desde aquele pontinho ali, onde será a capital do planeta Terra completo; e das galáxias e de todo o sistema seria a Terra; mas na Terra estaria a capital, que é Jerusalém».

Por isso, falar de Israel e Jerusalém sob essa perspectiva implica falar não somente da geopolítica contemporânea, mas também da futura ordem anunciada nas profecias.

A mudança de reino e os estremecimentos da Terra

As grandes mudanças históricas nunca estiveram isentas de comoções. Guerras, conflitos e transformações profundas acompanharam mudanças anteriores de reinos. A pergunta, então, é o que acontecerá na transição definitiva dos reinos gentios para o Reino do Messias.

O Dr. José Benjamín Pérez Matos expressa isso da seguinte maneira:

«Agora, para essas mudanças de reino, vejam, houve situações, guerras e tudo isso. E dissemos: Como será para esta mudança de reino agora, dos gentios para o Reino do Messias? Pois vejam, ali vai estar tudo sendo cumprido. O que foi em parte nessas mudanças de reino, agora estaremos vendo em todas essas manifestações. Tanto a Terra gemendo…».

Essa imagem de uma criação que geme encontra sua referência em Romanos, capítulo 8:

«Romanos, capítulo 8, também nos fala disso: “Esperando a manifestação dos filhos de Deus”».

A partir dessa leitura, os acontecimentos da natureza também adquirem uma dimensão profética. Não devem ser observados somente como acontecimentos físicos separados uns dos outros, mas como parte de um cenário que chama a humanidade — e especialmente o povo de Deus — a estar atento.

«E vemos vulcões, vemos terremotos, maremotos, vemos tsunamis, tempestades, furacões, ciclones e todas essas coisas, que vão sendo manifestadas neste tempo, cada vez piores. Furacões que nunca foram vistos, de uma força sobrenatural…, que nunca jamais passou um furacão assim, e agora estamos vendo».

Venezuela, Colômbia e um mundo que não está preparado

Os recentes terremotos ocorridos na Venezuela e na Colômbia foram apontados pelo Dr. José Benjamín Pérez Matos como exemplos concretos desses estremecimentos:

«Terremotos…, vejam o da Venezuela, o que ocorreu ali. Agora com o que ocorreu na Colômbia, onde não esperavam isso. E não tem a ver com o da Venezuela, foram duas falhas distintas, totalmente distintas».

Sobre o terremoto da Colômbia, acrescentou:

«E uma…, algo curioso: dizem que isso foi de cima para baixo; cobriu toda aquela parte esquerda (olhando o mapa de frente), de cima para baixo: desde Medellín, desceu por ali, tudo, Cali, até embaixo. E vemos como o mundo… como se não estivesse preparado para isso».

Além da dimensão profética com a qual esses acontecimentos possam ser interpretados, existe uma dimensão profundamente humana que nunca deve ser relegada. Os terremotos destroem moradias, alteram comunidades e, sobretudo, tiram vidas.

«E nesses terremotos, há muitas perdas também, humanas. Já são… umas cento e poucas, vi ontem à noite, por aí».

Diante desse sofrimento, as palavras também devem se transformar em solidariedade. O Dr. José Benjamín Pérez Matos expressou sua solidariedade ao povo colombiano e, especialmente, às famílias que perderam entes queridos:

«E nos unimos ao povo colombiano. E desejamos que Deus conforte os corações daqueles que perderam seus entes queridos; e que Deus lhes dê a fortaleza; e que escutem essa Voz do Anjo Forte, a Voz do Anjo com o Evangelho Eterno, dizendo: “Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo”. Apocalipse, capítulo 14».

Um chamado a se preparar

A leitura profética desses acontecimentos não conduz somente a interpretar o que acontece. Implica também preparação.

O Dr. José Benjamín Pérez Matos adverte:

«Porque a ira de Deus estará sendo manifestada neste planeta Terra já durante a grande tribulação, mas antes há uns estremecimentos, nos quais o povo de Deus tem que estar pronto para receber as bênçãos».

Nesse contexto aparecem também a Festa das Trombetas e o entrelace profético com aquilo que haverá de se manifestar durante o Reino Milenar:

«Tudo vai ser retratado nesse entrelace da Festa das Trombetas. Vai estar se vendo um entrelace de como será o Reino Milenar, onde o que se vai ver, em sua maioria ou totalmente, é carpas (“tendas”)».

A referência às carpas (“tendas”) possui, além disso, uma dimensão prática diante dos grandes movimentos da terra:

«Porque você não vai entrar debaixo de um edifício que esteja todo rachado. E o mais cômodo é uma carpa (“tenda”): barraca de acampamento, uma carpa (“tenda”), coisas práticas; que, se houver um movimento, então isso não cai em cima de você».

A conclusão, portanto, não é somente contemplativa. Os acontecimentos atmosféricos e naturais constituem, dentro dessa perspectiva, um aviso:

«Ou seja, Deus está nos dando um aviso com todos esses eventos atmosféricos e da natureza que estão acontecendo, para que o povo de Deus se prepare».

Vivemos em um mundo submetido a profundas tensões: guerras que não terminam, estruturas de poder que se enfrentam, sociedades expostas a fenômenos naturais devastadores, e uma humanidade que — muitas vezes — descobre que seus sistemas e cidades não estão preparados para responder a acontecimentos de grande magnitude.

Mas, sob a perspectiva profética, esses estremecimentos não anunciam somente destruição; também sinalizam transição. Os reinos humanos são temporários; o Programa de Deus continua se desenvolvendo; Israel conserva seu lugar dentro desse Programa; Jerusalém tem um papel central reservado; e o povo de Deus é chamado a compreender o tempo, escutar o aviso e se preparar.

Porque, como conclui o Dr. José Benjamín Pérez Matos:

«E quando se fala de terremotos, fala-se de libertação».

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